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Bye, bye chupeta – 10 dias depois

Dez dias atrás, resolvemos tirar a chupeta da Alicia, que eu contei neste post. Como havia prometido, volto ao assunto para um update e as reações dela e nossas depois da noite “D”.

Neste período, muita coisa aconteceu, algumas delas, esperadas; outras, total surpresa, tanto da minha parte como da Alicia e do meu marido.

Coisas boas

  1. Eu estava prevendo berreiros homéricos por parte da Alicia, na hora de dormir, sem a Mamá dela, mas não. Para o meu espanto, ela adormeceu tranquila nas primeiras noites sem a chupeta, só levando a mão à boca, algumas vezes. Ontem, porém, a percebi bem agitada, discretamente tentando chupar os dedinhos. Mas, choro mesmo, só rolou umas três vezes, nos primeiros dias, ao acordar. Acho que ela acabava esquecendo que não tinha mais chupeta, ia procurá-la na cama, não a encontrava e chorava. Agora, não mais. Ela acorda, pede mamadeira e segue a rotina da manhã, normalmente. Amém!
  2. Quando o assunto “chupeta” vem à tona: no início, ela agia meio triste mas depois de uns dias começou a dizer que não precisava mais dela porque não é mais bebê, excuse me!
  3. Outra surpresa super positiva: a Alicia me surpreendeu com a resiliência dela durante todo o processo, mas foi meu marido quem realmente roubou a cena. Por várias vezes eu fraquejei e, se não fosse por ele, eu teria dado a Mamá de volta para ela já no segundo dia. Gostei da reação dele, me pôs no prumo quando eu precisei, essa polentona de mãe que eu sou, viu?
  4. O mau hálito que ela acordava de manhã sumiu!

Coisas ruins

  1. Parece que eu e meu marido sentimos mais o fim da “era Mamá” do que a Alicia…no dia que escrevi o primeiro post sobre o assunto e tive que pesquisar fotinhos dela com chupeta, ficamos muito pesarosos, como se alguém estivesse levando nosso bebê embora. Nos conscientizamos de que estávamos nos agarrando na chupeta só para ter um bebê em casa por mais tempo.
  2. Tiramos a chupeta dela no sábado. Na segunda-feira, ela foi no mercado com meu marido, depois da escola e, do nada, fez xixi na calça, ali, no meio do mercado, dentro do carrinho de compras! No dia seguinte, três novos acidentes, em menos de uma hora, desta vez comigo, antes de ir para a escola. À noite, peguei-a com febrinha e gripada. As escapadas eu entendi como forma de protesto pela chupeta, porque já aconteceu outras vezes, em outras situações. Mas, por via das dúvidas,  a levei no médico para um exame de urina. Já a febre, não sei dizer se foi pela gripe ou emocional, mas passou em um dia. Decidi não levá-la para a escola no dia seguinte e ela ficou bem, foi o melhor remédio que pude dá-la: colinho de mãe!
  3. A noite que ela gripou e não conseguia dormir foi o momento mais difícil da era “pós-Mamá”, quando eu quase desisti da ideia e dei a chupeta para ela, de volta. Só não o fiz por causa do meu marido e pelo fato de que ela estava com o nariz entupido, então ficaria pior ainda para respirar. Naquela noite e na soneca do dia seguinte, ela chorou copiosamente, não sei se pela frustração de estar congestionada, por não ter mais a Mamá ou pelos dois. Doeu, mas eu sabia que estava fazendo bem para a minha filha e que ela irá me agradecer lá na frente. Me apoiei no exemplo da minha amiga Eliane e a filha dela, Fernanda, minha afilhada. Ela teve dificuldade em tirar a chupeta da filha, em grande parte por causa de terceiros (sabe aquela estória: “na casa dos avós pode”? Pois é.). Daí que a Fernanda, hoje um mulherão lindo de vinte e poucos anos, precisou usar aparelho por muito tempo mas, de acordo com a dentista, seus dentes nunca serão perfeitos. Ao ouvir a sentença, a Fernanda vira para a mãe e solta: “Tá vendo? Culpa sua! Por que você me deixou chupar chupeta?!”. Mas acho que ela já está entendendo como a coisa funciona, com a Manu, filhinha dela, vendo os amiguinhos com chupeta e querendo também!
  4. A Alicia começou a acordar mais cedo e a ter um sono bem agitado. Nas primeiras noites, ela dormiu a noite inteira mas acordou cedo, acho que porque ia procurar a chupeta na cama, não encontrava e não conseguia voltar a dormir. Desde o final de semana, o sono dela tem sido bem turbulento. Se mexe demais, fala demais e a ouvi ranger um pouco os dentes, o que ela já havia feito, anteriormente.

Em resumo, acho que o método funcionou. Desde o primeiro dia, não quis fazer do assunto chupeta um tabu; quando ela leva a mão à boca, eu falo que é porque ela deve estar sentindo falta da Mamá mas, olha que legal, agora ela tem uma bike linda na garagem e vamos brincar com ela no final de semana. Daí ela se convence e fica bem.

Ontem, tive uma prova concreta de que a fase Mamá is over: brincando de mamãe e filhinha com a boneca-bebê dela, a Alicia disse que a boneca precisava de chupeta porque é um neném, “right, mommy?”. “Isso, querida”, respondi e pensei, cá com meus botões: “Você ainda tem um, mas eu, não mais”.

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