Educação, Filhos, Positive Parenting

Os 3 anos do seu filho – terríveis ou encantadores?

De tanto me observar, ela já está tendo as próprias sacadas; viu esta parede e mandou: “mamãe, tira foto aqui, ó!”

Hoje o papo vai ser bem de mãe, mesmo. A Alicia está completando 3 anos e 4 meses hoje, e  apesar de não ser a data de anos completos dela, para mim, está sendo muito importante.

Não sei, mas parece que a fase dos três anos está sendo bem mais significativa do que foi a passagem de um aninho para os dois ou dos dois para os três anos, em termos de mudanças de comportamento, crescimento e de formação de personalidade. No decorrer dos seus três anos, a cada mês, me parece que as mudanças são mais marcantes, mais definidas e definitivas.

Fato é que minha filha está deixando de ser um bebê para se tornar uma garotinha, uma pessoinha, e essa saída dela do “casulo” de bebê para se tornar uma bela borboleta, podendo dar suas voadinhas sozinha pela casa me assusta, ao mesmo tempo que me encanta. Ver este tico de gente, andando por aí, gastando vocabulário (em duas línguas), cheia de opiniões e sabedoria e ao mesmo tempo chorando porque quer a chupeta e dizendo que se eu não fizer isto ou aquilo ela não vai me dar um adesivo é muito para a minha cabeça!

Momento “terrible threes”!
Precisa legenda?

Desde que a Alicia nasceu, eu peguei essa mania de ficar “espiando” e anotando “mentalmente” seu crescimento, nos mínimos detalhes (será que toda mãe faz isso?). Me lembro dela sem nenhum pelinho no corpo, nada: sem sobrancelhas, sem cílios, só aquele olhão azul, enorme dela, me fitando enquanto mamava. Quando os primeiros cílios chegaram, fiz festa. E os vi crescer e ficarem longos, grossos, lindos (que permaneçam assim!).

Daí o cabelinho também cresceu, e caiu, bem na parte da frente da cabeça. Ai, ai, ai, desespero. Mas cresceram de novo, muito, ainda bem. E assim foi, com tudo o mais: ela foi evoluindo, tomando forma, ganhando movimento, agilidade, fala, controle dos atos, percepção da vida. Foi ficando pequena para as primeiras roupinhas, as segundas, as terceiras, largando a fralda, dando bye, bye para o berço, o carrinho de bebê, o triciclo do verão passado, a roupa que ganhou de Natal, o sapato que eu comprei há dois meses, a camiseta que eu comprei…o mês passado, sério?

Com o meu shutter: eu mirando e ela disparando! Inovando nos selfies!

E começou a ter ideias, acompanhar meu raciocínio, me lembrar das coisas que esqueço, fazer sarcasmo e soltar piadas. Um ser humano completo, com o melhor que uma pessoa pode ter: ainda preserva a inocência das crianças, a curiosidade da primeira vez, o amor puro e despretencioso, o otimismo pela vida, a raiva que não dura e o perdão sincero quando faltamos com ela (depois que a gente “faz as pazes”, ela me dá o adesivo mais bonito que tem).

Meu mundo fica assim quando a gente faz as pazes…! 🙂

Parabéns, filha, por hoje, por ser você. Cresça e floresça, mas um pouquinho mais devagar, pode ser?

 

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