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Hotel Andaz Byward em Ottawa: vai ser difícil tirar os filhos de dentro do quarto!

Este é o primeiro post do Alicia e Outros Papos avaliando um hotel somente e, por essa razão, queria que fosse especial: o Andaz Byward, em Ottawa, foi escolhido a dedo.

Como eu contei aqui, estávamos ansiosos para voltar a Ottawa para conferir o festival de inverno Winterlude. Quando eu comecei a procurar por hotéis próximos ao miolinho do centro, me deparei com o Andaz Byward e, de cara, gostei do seu jeito cool, nova-iorquino de ser, além de atender o primeiro requisito da minha lista de exigências para quartos de hotel: limpeza. Se não tiver carpete, então, me fisgou de vez.

Me intrigou o fato de o hotel aparentar ser tão novinho, com design moderno, um contraste na seleção de hotéis de Ottawa (olha a pulga atrás da orelha depois do perrengue com o Novotel Ottawa!). Daí fui pesquisar e descobri que o Andaz Byward faz parte da rede hoteleira Hyatt e é o primeiro da série em terras canadenses, inaugurado em 2016. O Byward no nome é porque ele fica a passos do Byward Market, o mercado ao ar livre mais antigo do Canadá, fundado em 1856 e uma das principais atrações turísticas de Ottawa.

Já havia gostado de tudo o que aprendi sobre o Andaz até então, mas o melhor foi quando soube que ele tem um rooftop com lounge e vistas maravilhosas da cidade! De repente, não sabia se queria ir para Ottawa por causa do Winterlude ou por causa do hotel!

Chegamos na cidade na noite fria de 16 de fevereiro, último final de semana do festival. Fomos bem recebidos pelo pessoal da recepção que, para a minha supresa, é um tico. Nada daquelas recepções com balcões enormes, à meia-luz e staff mecanicamente educada. Ao contrário, o tratamento é super descontraído, sem afetação nenhuma, e o hotel só tem dois balcões de atendimento, discretos, ocupando uma lateral no caminho para os elevadores que dão acesso aos quartos, tendo de um lado o restaurante do lugar, o feast + revel, e do outro, um lounge, com sofás fofinhos e espaçosos, convidando para um bate-papo, uma leitura ou simplesmente fazer nada, só admirar o vai e vem nas calçadas, através das enormes paredes envidraçadas do hotel.

Imagem “photoshopada” do térreo do hotel, mas ainda assim bem fidedigna de como ele realmente é (Foto: Andaz Byward Instagram)
E esta, realidade sem filtro e com criança: Alicia estatelada no sofá do lounge, achando que estava em casa…
…até redecorando o lugar!

Depois do check-in, fomos perguntados se gostaríamos de tomar a taça de vinho cortesia, oferecida pelo hotel, servida no lounge ou no quarto, o que acabamos esquecendo e não fazendo…

Toda a decoração e design do hotel foram pensados para reverenciar a cultura canadense, o que dá para perceber dos grandes aos mínimos detalhes: cada andar foi batizado com um nome das províncias e territórios do país (“ficamos” na província de Prince Edward Island, PEI); a arte espalhada por todo o hotel é feita por artistas locais, com algumas peças feitas com madeira nativa, como o mosaico de madeira no teto e paredes do restaurante, uma alusão às pradarias canadenses.

Escultura de madeira nativa, na frente do elevador no nosso andar e que a Alicia dizia que era o “computador” dela…vai entender…!

Dormir, comer, se divertir

Ficamos numa suíte tipo Deluxe, com cama tamanho king e uma quina inteira de vidro, o que nos garantiu uma vista ímpar da cidade, sem contar o walk-in closet que, de tão grande, dava para dormir dentro. Espaço esperto e impecavelmente limpo, e o melhor: só metade do quarto com carpete (novinho), sendo a outra metade revestida com carpete de madeira! Isso é que é quarto, não o que eu tenho lá em casa!

Desculpem pelo vídeo tosco e na vertical! Tínhamos acabado de chegar e eu queria captar a empolgação da Alicia, não pensei nos detalhes e nem consegui me concentrar na execução das cenas!

Desenhando sob os raios da manhã de Ottawa…

O quarto é equipado com frigobar e cafeteira e tudo que tem dentro é cortesia (exceto bebidas alcóolicas), sendo reabastecido diariamente. Não é muita coisa, mas vamos combinar que esta não é uma prática comum em hotéis, certo?

Os snacks disponíveis no quarto são de empresas locais e com pegada nacional, como a batata chips com sabor de maple e bacon.

Após deixarmos as bagagens, saímos para comer. A localização do hotel é perfeita: esta região é lotada de restaurantes, cafés e lojinhas, incluindo o Byward Market, e dá para fazer tudo à pé. Aliás, o estacionamento no hotel é pago, coisa de C$ 30 por dia, mas há diversas opções mais baratas na redondeza, como o Lot 5, no quarteirão de trás.

Do hotel até o miolinho de Ottawa, onde fica o Parlamento, não dá mais do que 15 minutos de caminhada. Nem pense em dirigir, não vale a pena.

Há, também, uma Shoppers Drug Mart, farmácia que vende de tudo, do outro lado da rua. Não funciona 24 horas (fecha às 18h na semana e às 17h aos sábados e domingos), mas já quebra um galho caso falte fralda para o bebê (ou uma maquiagem para a mamãe).

Na manhã seguinte, experimentamos o café da manhã do hotel. Pedimos o Market Breakfast (C$ 18), no estilo bem típico de café da manhã canadense: dois ovos, escolha de presunto, bacon ou uma linguiça fininha, de porco ou de peru, batatas Yukon assadas (típicas da província de PEI), tomates assados e torrada, que estava mais para pão na chapa do que para torrada, maravilhosa. Tudo muito bom e bem servido, o único porém é que eles não servem nenhum tipo de leite achocolatado, bebida corriqueira para as crianças, por aqui. Como a Alicia não toma leite puro e eles não tinham suco natural, ficou na água, coitada.

O clima do restaurante também é muito agradável, bem arejado e com bom espaço para circulação (dá para transitar com carrinho de bebê sem problema).

De lá, fomos conferir o bendito do rooftop que eu queria tanto ver. Ele ocupa o 16º andar do hotel, dividido em dois ambientes: o espaço ao ar livre, com mesinhas e estações seccionadas, com direito a seu próprio bonfire (lareira outdoor). Para a minha surpresa, o lugar é relativamente grande, oferecendo uma vista panorâmica magnífica da cidade. Mas, nesse dia, nem os bonfire nos salvaram. Estava um frio de lascar, a visita não durou mais que cinco minutos…

Vista da cobertura do hotel num dia bom para foto…(Foto: AI Andaz Byward)
…e o que eu vi, num dia nublado, mas ainda assim um excelente ângulo da cidade. Fora isso, só subindo na Torre do Relógio do Parlamento, mas daí não vai ter a torre na foto, como aqui, ao fundo!

No lado coberto do rooftop funciona o lounge Copper Spirits and Sights, cujo nome foi inspirado nos telhados de cobre do Parlamento, visíveis dali. Neste, a Alicia não foi, porque ele só abre à noite, para adultos. Daí, a mamãe teve de voltar à noite, sozinha, que chato!

Voltei, beberiquei e fotografei!

O rooftop teria sido a coisa que eu mais gostei no Andaz Byward não fosse termos presenciado o “happy hour” que rolou uma tarde, no térreo. Não sei se foi só por causa do Winterlude ou se todos os dias de inverno são assim mas, ao chegarmos, fomos recebidos com chocolate quente à vontade e maple taffy feito na hora (maple syrup derramado sobre o gelo, para congelar, servido no palito, feito picolé).

Sai um maple taffy fresquinho!
O primeiro da vidinha da Alicia!

Kid-friendly?

De nós três, acho que quem mais amou o Andaz Byward foi a Alicia! Do quarto espaçoso, com uma cama hiper confortável e ducha tipo rain fallao lounge no térreo com os sofás convidativos, ela curtiu tudo. Eu consideraria o hotel kid-friendly, sim, mas com reservas. As crianças são recepcionadas com um kit de colorir + caixinha de lápis de cor, as aguardando no quarto. Se precisar, é possível requisitar um berço, sem custo. O quarto é equipado com frigobar – bem pequeno, não leve muita coisa (feito eu!), mas não tem microondas, uma pena. Não esqueça o aquecedor de mamadeiras.

No restaurante, eles têm cadeirão (mas não assento de elevação) e cardápio infantil, que não me empolgou, pra dizer a verdade, com ítens como: hambúrguer, fritas com filé de peixe frito, sanduíche de queijo grelhado, pasta na manteiga e só uma salada, Caesar. Não diria que o hotel é voltado para famílias com filhos, mas ele acomoda bem famílias com filhos, principalmente aquelas que buscam ambientes mais contemporâneos, sem abrir mão do conforto e do jeito cool de ser! 

E essa cama, tudo de bom?! Deixa pra arrumar o quarto depois!

Em resumo, o hotel é impecavelmente limpo, bem localizado, de vibe boa, fazendo você se sentir em casa e querer esticar a estadia mais um pouquinho, todos os ítens mais importantes na nossa lista. Aprovamos, recomendamos e já estamos com saudade!

O preço médio da diária gira em torno de C$ 250, dependendo da temporada, o que não é muito para um hotel de 4,5 estrelas, da rede Hyatt. Dica: filie-se ao clube de membros do hotel, sem custo, e ganhe 10% de desconto no valor da diária. 

 

Como o Andaz Byward se saiu no Guia das Mamás:

 

Meus agradecimentos à Assessoria de Imprensa do Andaz Byward por ter-nos ajudado com as reservas, fazendo possível nossa estadia no hotel durante todo o período da viagem!

 

Fotos sem créditos: Alessandra Cayley

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