Positive Parenting, Primeira vez, Testamos (e Aprovamos?), Virei mãe

O poder do primeiro “I love you, mommy”

Hoje foi um dia especial, inesquecível, daqueles para ficar na memória, sabe? O que aconteceu? Nada. Não compramos nada, não fomos para lugar nenhum, não comemos nada de especial. Mas nos curtimos à beça e minha filha estava maravilhosa. Amável, contente, brincando e comendo, para variar um pouquinho.

Não sabia o que fazer para a janta (uma das minhas tormentas diárias. Com você também é assim?). Acabamos comendo espetinho de frango com legumes (eu só comi os legumes, porque estou na fase de vegetariana), arroz, salada de alface com tomate e suco de laranja. De sobremesa, sorvete de chocolate, o favorito dela.

Talvez seja a bonança depois de uma TPM brava que me pegou de jeito, o fato de eu estar mais paciente, experimentando as técnicas de “amor incondicional” propostas pela psicóloga Laura Markham no seu livro maravilhoso, Peaceful Parent, Happy Kids (ainda sem tradução para o português) ou apenas por estarmos todos juntos, jantando num final de tarde ensolarado. Ou a mistura disso tudo. Só sei que, no final do jantar, enquanto tomávamos sorvete tirando selfieseu recebo um abraço enoooorme da Alicia, acompanhado de um “I love you so much, mommy. I love you so much, I love you so much!”. Quase morri, né?

Na rotina de antes de dormir, escovar os dentes deu um pouco de trabalho, mas o método do “110% love” ainda funcionou. Não me estressei, não gritei e os dentes acabaram muito bem escovados.Brincamos durante o banho e consegui tirá-la da banheira sem problemas. Enrolei-a na toalha e nos aninhamos na cadeira do quartinho dela por um momento, como fazemos diariamente. Colocar o pijama e dar de mamar foi uma brisa.

Já no berço, aquela vozinha mais deliciosa do mundo pediu: “Mommy, fica.” Para que ela aprendesse a dormir sozinha, eu passei a deitá-la no berço mas prometendo que ficaria ali do lado, na cadeira, até que ela caísse no sono, e ela acostumou. “Mommy, fica”. É claro que eu fico filha, para o resto da vida, se precisar.

 

Revisão de texto: Rosângela Travençolo

 

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