Desabafo, Outros Papos, Virei mãe

Precisamos fazer uma DR

Ih…a mamãe quer conversar…

Hoje eu estou a fim de uma DR, pode ser?

Sei lá, ontem parei para pensar na vida, no blog, e percebi que estou me desviando do propósito original dele, que é trazer para a conversa o pouco que aprendi desde que “virei mãe”. Sobre o  intuito de ajudar, de adicionar, de jogar uma luz em assuntos que afligem mães como eu, no mundo todo, mas que a gente tem receio de falar, seja porque acha que não entende do assunto, por medo de abrir a caixa de Pandora ou até para não ser julgada.

Aliás, se tem uma coisa que eu adoraria fazer é montar uma fogueira beeeeeem grande e tacar o tal do “julgar” dentro. E não pense que eu não faço isso, não: eu faço direto. Eu julgo a tudo e todos, reservando uma dose extra de crueldade no veredito quando julgo a mim mesma, dá licença?

Mas, tenho que ser justa, aqui: desde que a Alicia entrou para a minha vida, já me redimi bastante: posso até julgar, a princípio (ai, como é difícil resistir!!!) mas, rapidinho, procuro parar e me colocar no lugar do julgado. É impressionante como ser mãe muda a percepção da gente sobre o mundo.

Então, ontem, dando uma olhada no meu conteúdo (e percebi que já temos um ano de posts! Yeah!), notei que os “Outros Papos” estão dominando a parada e a “Alicia”, virando coadjuvante. Parte disso é porque eu estou escrevendo para outro blog, o Visite Toronto (olha a propaganda aí, gente!) e acabo usando o mesmo material para os dois blogs quando não tenho tempo para formular um exclusivo para o meu (nunca!). E é exatamente aí o problema: não pode ser assim. Ou pode?

Daí o motivo da DR: eu preciso ouvir de vocês como anda esta relação, se o que eu estou dando é o suficiente para que esta relação floresça. Mesmo porque, ninguém aguentaria se eu ficasse o tempo todo só falando do meu umbigo, não é mesmo?

Quando eu penso no Alicia e Outros Papos, eu o vejo como uma grande mesa comunitária, um grande piquenique ao ar livre, onde cada mãe, cada pai, cada cuidador é convidado a participar, trazendo algo para ser dividido. Sem frescuras, sem cerimônias.

Eu trago uma cesta de morangos frescos e o fato de ter sido mãe depois dos 40, morando no Canadá, numa cultura que não é a minha e sem família por perto. Também trago deliciosos lanchinhos de creme de amendoim com geleia de amora (minha personal trainer vai me matar!) e o desejo de continuar vivendo a vida, indo a restaurantes, viagens, passeios, festivais, museus, galerias, casas de amigos, tomando vinho, dormindo tarde, batendo perna, revirando este mundão e o mostrando para a Alicia, e contando tudo aqui, para vocês, com honestidade e o crivo de jornalista, minha profissão e paixão.

Vamos continuar este piquenique? O que gostaria de trazer?

 

 

 

 

 

 

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