Assim fica mais fácil, Coisa de Mãe, Filhos, Testamos (e Aprovamos?)

7 produtos que salvaram minha vida como mãe!

Toda mãe tem aquela receitinha prática e gostosa ou um produto fantástico, e que ela vive indicando para todo mundo, não é assim? Eu também tenho os meus. Alguns deles, indico para tanta gente que até parece que ganho comissão. Não ganho, não, o que é uma pena porque, se ganhasse, pelo tanto que indiquei, teria uma bela renda mensal extra!

Aqui, a lista dos produtos que salvaram a minha vida e, se não salvaram, ajudaram bastante. Engraçado que ela começou com apenas quatro ítens mas, olhando as fotos da Alicia, acabei adicionando mais três! Tá vendo como a gente esquece rápido das coisas? Alguns irão parecer bobinhos e, para muitas mamães, até inúteis, mas cada casa é uma casa, com uma dinâmica diferente, certo? Anote o que servir, divirta-se com os que achar tremenda bobeira!

1) Carrinho de bebê com sistema de viagem – No Canadá, o bebê recém-nascido só sai da maternidade na cadeirinha para carros, fabricada no país. Elas vêm com um adesivo de controle de qualidade, com data de validade. De verdade, eu nunca fui parada por nenhum policial para inspecionar a minha mas, e o medo de ser? Segurei a vontade de pagar a metade do preço numa americana e acabei comprando a made in Canada mesmo…

Este carrinho da Britax é uma armação que permite acoplar o bebê conforto (B-Agile) e o assento para crianças maiores (B-Safe), separadamente.

Apesar de ser bem pesado para carregar na mão, este tipo de bebê conforto é muito prático, principalmente no inverno rigoroso que faz por aqui. Imagina tirar o bebê quentinho do carro num frio de -20ºC? Nas viagens e nas saidinhas, servia de cadeirão e dava para eu deixá-la sempre bem pertinho de mim. Dependendo do tamanho do restaurante, eles pedem para deixar o carrinho de bebê na entrada. Desta forma, não tem erro: deixa a armação e leva ele junto.

Da esquerda para a direita, sentido anti-horário: na saída da maternidade, levando a vovó para o aeroporto (com 20 dias de vida. Tinha que levar, deixar com quem?), indo ao médico, em pleno janeiro congelante e passeando em NY, com sete meses de idade. Fechou a noite comendo polenta na Times Square!

E nós ainda o usamos, apesar de metade das pernas da Alicia ficarem para fora do carrinho! Mas agora, ela vai assim:

2) Carregador de bebê canguru ou sling – Perto dos seis meses de gestação, desenvolvi a síndrome do túnel do carpo, uma compressão do nervo dos punhos, causando dormência dos dedos e uma dor horrível. Tive nos dois punhos. Os médicos diziam que a dor iria embora após o nascimento do bebê, mas foi não o que aconteceu. Eu não conseguia nem fechar os botões das roupinhas da Alicia, imagine segurá-la por muito tempo. Acabei passando por cirurgia, da mão esquerda, quando ela tinha uns dois aninhos. A mão direita ainda está aqui, meio capenga mas funcionando!

Os slings foram uma mão na roda, pois o sistema transfere o peso que estaria no braço da mãe para o carregador. Sem contar que o bebê fica em contato com você o tempo todo, numa posição extremamente confortável. Algumas mães conseguem até amamentar desta forma. Eu carregava a Alicia para todo o lado, desta forma.

Dentro de casa…
…e nas saidinhas!

O modelo abaixo eu também usei bastante, quando ela já estava maiorzinha e se mexia mais:

Perfeito para passear e fazer compras. Ela dormia muito nele!

3) Aquecedor de mamadeira – O meu é o Express, da marca Avent. Não é dos melhores, porque demora muito para aquecer, mas nunca me deixou na mão, esquentando até sopinha, em pequena quantidade, mas esquentou. Por ser razoavelmente pequeno, dá para levar nas viagens e nas saidinhas.

Diferente do Brasil, aqui o pessoal não gosta muito quando a gente pede para esquentar mamadeira. Comida, então, pior ainda. Muitos restaurantes alegam não ter microondas ou não poderem por questão de higiene (oi?). Já passei muito nervoso com isso.

Com este aquecedor, é só achar uma tomada, enchê-lo de água e ligá-lo.

Dica: o pessoal da rede de lanches Subway foi sempre muito gente boa comigo. Pode pedir que eles fazem!

Foto: Avent

4) Cadeirão com múltiplos ajustes – O preço deste cadeirão da marca Chicco foi salgado, coisa de uns C$ 200, em 2014, mas tinha tudo o que eu estava procurando e eu o usei por quatro anos, então valeu a pena.

A cor dele é neutra, fácil de limpar e combina com tudo. Ele tem dois assentos acolchoados, acompanhando os estágios de desenvolvimento do bebê: à medida que ele cresce, você tira um deles e pronto. Tem bandejão com tampo e é totalmente reclinável, virando quase um bercinho. Seus braços suspendem num ângulo de 90º para que o cadeirão possa ser usado como uma cadeira, em qualquer mesa, já que suas pernas também são ajustáveis.

Sem contar que o cadeirão desmonta inteiro, perfeito para aquelas faxinas de tempos em tempos. Cansei de jogar a parte acolchoada dele nas máquinas de lavar e secar. Saíam como novas! Ah, e por último, como se tudo isso não bastasse, é dobrável, mais ou menos assim (modelos novos), dá para enfiar em qualquer canto da casa quando não está em uso, o que nunca aconteceu por aqui!

Comer, brincar, dormir! Acompanhando a Alicia em todas suas fases…

5) Babá eletrônica – Outro investimento que valeu muuuuuito a pena, usamos até hoje. Eu sei que muita gente no Brasil não usa babá eletrônica por morar em apartamento, os quartos são próximos ou deixam o bebê no quarto. Porém, aqui, as casas são maiores, geralmente com a lavanderia no tal do basement (porão). Nossa casa, por exemplo, é uma townhome, uma espécie de sobrado com três andares, incluindo o basement. Eu ficava muito sozinha com a Alicia em casa, senti que precisava de ajuda extra. Sem contar que, com três meses, a mocinha resolveu que não queria mais dividir cama com a gente, acreditam? Pois é, me cortou o coração!

Depois de muita pesquisa, compramos o baby monitor da marca Withings, em 2014, apesar de eu estar super nervosa em adquirí-lo. Basicamente, ele é uma caixinha que transmite imagem e áudio direto para seu iPad ou iPhone (na época, não funcionava com Android, não sei se mudou, mas acho que sim, né?). Também recebe sons, você pode falar com seu bebê através dele. Tudo via internet, pelo app do aparelho (é preciso uma senha para acessá-lo).

Uma mão na roda se você estiver fora de casa e deixou seu bebê com alguém e quer dar uma espiadinha como estão as coisas. Ele dá a opção de acesso para três ou quatro pessoas diferentes. O pai, aqui em Toronto, do trabalho, ou minha mãe, no Brasil, por exemplo, podiam ver a Alicia através dele.

Eu também gostei do aparelho pelo fato de ele transmitir imagens nítidas, em bom tamanho e coloridas (durante o dia). Todas as outras babás eletrônicas que eu pesquisei, na época, tinham telinhas mixurucas e resolução péssima. Sem contar que eu teria de andar com dois aparelhos na mão: a babá eletrônica e meu celular. Neste caso, não.

Mas eu ainda estava com o pé atrás porque todas as avaliações que o produto recebeu, na Internet, ou eram maravilhosas ou eram histórias de horror, nada no meio-termo. Em quem acreditar?

Fechei os olhos e fui com a coragem. Tudo funcionou uma beleza até ele, um dia, depois de três meses, o bicho parou de funcionar. E o SAC deles é na Europa, somente via e-mail. Pensei: “Dancei”. Mas, para a minha grata surpresa, o atendimento foi espetacular.

Eles foram rápidos e sempre corteses na resposta, me mandando outro aparelho novinho, sem muitos questionamentos. Só tive de enviar o original de volta, mas até a etiqueta de retorno eles providenciaram. Acho que nunca fiquei tão feliz com um serviço de atendimento ao consumidor como fiquei com este aqui. E o aparelho está funcionando até hoje, sem problemas. O usamos em casa, também em viagens.

A caixinha mágica da Withings, que também toca música de ninar.

6) Abajur portátil Cloud b Twinkles to Go Octo – Que nomão para uma coisinha tão simples! É um abajur pequenininho, um pouco maior do que uma laranja que, quando aceso, projeta estrelinhas nas paredes e no teto. Só isso. Ah, tem três cores de luzes diferentes. Não toca música, não faz mais nada, mas é um baita amigão da Alicia e já nos rendeu inúmeros bate-papos antes de dormir. Ele vai com a gente em todas as nossas viagens; dá uma luz perfeita ao ambiente, nem muito clara, nem muito escura, deixando-o com jeitinho de casa.

Nosso amiguinho e companheiro de viagem, de nome grande e cara feliz, o Cloud b Twinkles to Go Octo!

7) Agora, o mais importante de todos, com um desdobramento especial. Senhoras e senhores, com vocês: OS PENICOS! 

Sim, no plural, porque eram três deles, divididos em: os de dentro de casa e o portátil, viajandão! 🙂

Explico o número esdrúxulo de penicos: na minha casa, não temos banheiro no andar principal, somente no andar dos quartos e no basement. E as escadas têm carpete. Passamos 90% do tempo no primeiro andar. Então, imagina o terror na hora de desfraldar a Alicia? Eu não sabia se corria pra baixo, pra cima, só sabia que precisava correr, porque criança, nessa fase, quando grita: “Mamãe, xixi! Mamãe, cocô!”, o negócio já está saindo, se já não saiu.

O jeito foi colocar um penico no banheiro de cima, que usamos mais, e um no andar principal, evitando, assim, corridas e desastres.

No primeiro andar, o único lugar onde o penico ficou bom foi na sala, na frente da TV! Era hilário ver a Alicia assistindo desenho e trabalhando nos Number One e Number Twos dela!

Sambando no penico!

E o melhor para o final: My Carry Potty, o penico portátil da Alicia.

Gente, esse penico já deu o que falar. Este, sim, eu deveria ter pedido comissão pelo tanto de recomendações que fiz, viu? Ele é uma graça, mega eficiente e já tirou a gente, quer dizer, a Alicia, de muito sufoco!

My Carry Potty aberto, parece mesmo um vaso sanitário, com fechamento hermético, à prova de vazamentos. (Foto: My Carry Potty)
E ele aberto, numa variedade de cores e modelos. (Foto: My Carry Potty)

Eu comecei a desfraldar a Alicia quando ela tinha um ano e quatro meses. Já achava que seria possível, e uma amizade com uma das mães da creche dela só fez reforçar a ideia: a moça tem descendência russa e me disse que, em sua cultura, é normal o início do desfralde em crianças nessa idade, e até menores. Mas isso é papo para outro post! O que interessa, hoje, é o penico.

A Alicia já teve três deles, porque eu perdi dois…O primeiro, comprei no Canadá mesmo, por C$ 40. O segundo foi C$ 60, pela Internet e o terceiro, uma facada, quase C$ 80, pela Amazon. Pra parar de ser besta e ficar perdendo penico por aí!

Quando a Alicia chega nos lugares com seu peniquinho, invariavelmente, as pessoas acham que é uma lancheira. Só espero que quem achou os dois que eu perdi tenha lido o nome do produto…

O consagrado, famoso, onipresente, adorado penico portátil da Alicia. Aqui, em duas versões e em todos os cantos, da loja de móveis Ikea, aos arredores de casa, no shopping e até no museu Art Gallery of Ontario (AGO). Porque penico também é cultura!

Viajamos muito, vamos a eventos onde só há banheiros químicos disponíveis. Sem contar a imundice de alguns banheiros de restaurantes e parques. Toda vez que topo com um desses, fico agradecida por ter o penico da Alicia em mãos. Quisera ter um pro meu tamanho!

Sem contar a economia com fraldas: minha filha parou de usar fralda diurna com um ano e nove meses e, noturna, com quase dois anos e meio. Faz as contas.

Agora, ela já grandinha, ele também acaba servindo de assento de elevação, na falta de um próprio.

Enfim, esta é a minha lista de alguns produtos que salvaram minha vida de mãe de primeira viagem. Espero que alguns, ou todos, sirvam para vocês também.

No próximo post, trarei a lista oposta: os produtos que foram um total desperdício de tempo e dinheiro! Aguardem!

Conta aí, nos comentários, os produtos que você recomenda e não vive sem!

 

 

Fotos: Arquivo pessoal, quando não especificado

 

 

 

 

 

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