Toronto

Hoje o papo é…sol e calor!

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O povo que está no Brasil talvez não entenda. Já os brazucas que estão por aqui, penando num inverno longo comigo ou os que já sentiram o gostinho da coisa antes, vão entender: este post é dedicado especialmente para os sete graus de temperatura que está fazendo lá fora. Mas não são quaisquer sete graus não. Esses vêm acompanhados por um sol divino, céu de brigadeiro e nadica de brisa.

Saí de casa de manhã, debaixo de uma chuvisquinha e dia cinzento. Hoje foi dia de folga: cortar cabelo, ir na loja de produtos importados brasileiros, na área conhecida como Little Portugal, para reabastecer a dispensa: café, feijão, farinha de mandioca.

Compra feita, fui arrumar o cabelo e nem notei, ao sair do salão duas horas depois, que o tempo havia mudado. Só quando entrei no carro foi que comecei a sentir…calor? Sim! Tive até que baixar os vidros!

De pronto, me senti tão mais feliz. Simplesmente por sentir o calor do sol novamente sob minha pele. O melhor remédio contra qualquer depressão sazonal.

Os dias já começam a escurecer mais tarde e vai ficar ainda melhor. Amanhã adiantaremos o relógio em uma hora, é o início do nosso horário de verão, que por aqui é chamado do Daylight Savings ou numa tradução literária, o economizar da luz do dia (não poderia ser chamado de Horário de Verão porque começa na primavera e termina na chegada do outono, neste ano, dia 1° de novembro). Para mim, dias como este e a mudança do relógio funcionam como sinais de que: 1) é oficial: o inverno acabou, ao menos na folhinha 2) vai começar a loucura coletiva de querer aproveitar os dias de sol a qualquer custo, antes que acabem 3) preciso malhar!

Parece bobeira ficar tão contente por um dia bobo de sol que nem bem esquenta e temperatura de um mísero dígito. Eu também pensava assim, mesmo depois de alguns anos aqui. Mas passei a entender a euforia e a engrossar o cordão dos atarantados depois de experimentar, literalmente na pele, a reclusão e introspecção que um inverno norte-americano nos impõe. Você ainda sai de casa, sim, mas é um viver contido, encolhido, encapotado.

O espetáculo da neve caindo e redelineando tudo de branco, fazendo a gente se sentir morando dentro de um marshmellow gigante é sensacional, sem dúvida. Este ano até que nevou pouco e para a minha surpresa, fiquei triste. Havia me preparado psicologicamente para passar menos tempo dentro de casa e mais fora, curtindo o tal dos esportes e brincadeiras de inverno com a Alicia, fazer coisas que nunca fiz. Nunca fiz boneco de neve, nunca fiz anjinho, nunca brinquei de tobogã. Eu sei, doideira. Já patinei no gelo – amei – e tentei esquiar uma vez – desastre. Ok, confesso: ODEIO FRIO!!!

Mas aí que chega a Alicia para me tirar da minha zona quentinha de conforto. Segundo as tias da creche, ela é a criança que mais gosta do parquinho, esteja o frio que estiver. E eu que achei que ela fosse odiar a parafernália da tal de roupa de inverno. Que nada! Ela já chegou a ficar um dia inteiro com o macacão térmico dentro de casa!

Olha só a figura. Aparato completo: roupa normal por baixo (calça, camiseta de manga longa, meia grossa, uma blusa de frio), mais macacão, jaqueta, bota de inverno, luva (tudo para aguentar temperaturas de até 30 graus abaixo de zero) e gorro. Ufa!

E ela, nem aí, feliz da vida, meu bonequinho da Michelin!

Mas agora chega de falar e de escrever sobre o frio, vai que ele resolve voltar! Que se inicie a temporada nacional do churrasquinho!

Que pena que na loja de produtos brasileiros não venda Malzbier…

2 Comments

  1. Rosangela

    Que alegria ver este “bebê” que acabou de nascer.
    Parabéns, amiga querida, mãe dedicada, profissional competente, pessoa linda.
    Este blog é fruto do seu esforço e, como é maravilhoso ter a Alicia dividida com todos nós, seus seguidores e fãs. Sim, eu sou sua fã e sei que sabe.
    Ninguém melhor pra exemplificar a frase de Thomas Edison quando ele disse que todo trabalho tem “10% de inspiração e 90% de transpiração”. Você transpirou muito pra nos presentear com um blog tão lindo.
    Amor e gratidão.

    1. Alessandra Cayley

      Meu primeiro comentário! Oba! 😉 Obrigada, minha querida amiga. Você teve grande parte neste “parto”. Agradeço pelo carinho e pela ajuda, como amiga e como revisora dos meus textos. Agora, quero ver o seu “bebezinho” começar a nos encantar, também! Obrigada, mais uma vez, de camisa suada…! 😉

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